É natural querer uma resposta direta para essa pergunta, mas a verdade é que não existe um número universal. O que existe são fatores que, juntos, determinam se um inventário extrajudicial anda em semanas ou se arrasta por meses.
O que mais atrasa o processo, na prática
Na experiência de quem acompanha esses processos no dia a dia, os maiores atrasos raramente vêm do cartório em si — vêm da fase anterior, de reunião de documentos:
- Certidões que precisam ser solicitadas a órgãos diferentes, cada um com seu próprio prazo de emissão;
- Bens localizados em outro estado ou município, o que exige documentos de cartórios diferentes;
- Divergências pontuais entre os herdeiros sobre a partilha, mesmo quando não chegam a inviabilizar a via extrajudicial;
- O pagamento do ITCD, que em muitos estados precisa estar comprovado antes da lavratura da escritura — e a análise do valor devido pela Fazenda estadual também tem seu próprio tempo.
E depois da escritura assinada?
Assinar a escritura não é o fim: se há imóveis, ainda é preciso levar o documento ao Cartório de Registro de Imóveis para atualizar a matrícula, e esse registro também tem um prazo próprio, que varia de cartório para cartório.
Por que não trabalhamos com prazos prometidos
Por depender de terceiros — bancos, cartórios, órgãos públicos —, nenhum advogado consegue garantir uma data exata de conclusão. O que é possível fazer é agir rápido na parte que depende do escritório: organizar a documentação com agilidade, evitar retrabalho e manter a família informada a cada etapa concluída.
Tem dúvidas sobre o seu caso?
Cada família tem uma situação diferente. Fale com a Dra. Giorgina e entenda o que se aplica ao seu caso — a avaliação inicial é gratuita.
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