Em muitas famílias, o inventário acaba sendo adiado — por falta de tempo, por desconforto em lidar com o assunto logo após a perda, ou simplesmente por não saber por onde começar. O problema é que essa pendência não desaparece sozinha; ela só se acumula.
Os bens ficam em uma espécie de "limbo" jurídico
Enquanto o inventário não é concluído, os bens do falecido permanecem em condomínio entre os herdeiros — ou seja, pertencem a todos, indivisamente, sem que cada um tenha uma parte especificamente definida e registrada em seu nome. Na prática, isso dificulta qualquer decisão individual sobre esses bens.
Não é possível vender, financiar ou regularizar os imóveis
Sem a partilha formalizada, os imóveis continuam em nome do falecido perante o Cartório de Registro de Imóveis. Isso impede a venda regular, dificulta obter financiamento com o bem como garantia, e trava qualquer tentativa de regularização documental.
Contas bancárias ficam bloqueadas
Bancos costumam bloquear as contas do falecido assim que são comunicados do óbito, e só liberam os valores mediante alvará judicial ou a conclusão do inventário — o que significa que esse dinheiro fica inacessível à família por todo esse período.
O ITCD continua correndo, com multa
Como vimos em outros artigos, a maioria dos estados aplica multa sobre o ITCD quando o inventário não é aberto dentro do prazo legal — e essa multa, somada a juros e correção monetária, só cresce com o tempo.
O problema se multiplica entre gerações
Talvez a consequência mais séria, e menos lembrada: se um dos herdeiros falecer antes de o inventário original ser concluído, a situação se torna ainda mais complexa, porque agora é preciso resolver dois inventários entrelaçados — o original e o dessa nova sucessão. É esse tipo de acúmulo que transforma um inventário simples em um processo bem mais complicado, anos depois.
Por isso, quanto antes começar, melhor
Mesmo que a família não esteja pronta para "resolver tudo de uma vez", dar o primeiro passo — uma conversa inicial com um advogado — já ajuda a entender o que precisa ser feito e evita que esses problemas se acumulem.
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Cada família tem uma situação diferente. Fale com a Dra. Giorgina e entenda o que se aplica ao seu caso — a avaliação inicial é gratuita.
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